quarta-feira, 5 de junho de 2013

ORGASMO




O orgasmo é o voo do sexo. Queda livre na imensidão do prazer. Liberdade para gritar, sentir cada parte do próprio corpo, mas sem dominá-lo. Perceber a pele alheia como sua. Êxtase, clímax, ápice. O Orgasmo é o delírio dos sentidos. 

Orgasmo é a felicidade da cama, desmaio da realidade, uma breve viagem ao paraíso das sensações. Orgasmo é o berro do instinto, resposta da alma para a vontade do âmago. É a porta de entrada dos sonhos sem precisar adormecer. Orgasmo é físico, carnal, inebriante e espiritual. 

O Orgasmo masculino é contraditório. Significa, ao mesmo tempo, apogeu e queda. Explosão de prazer, alívio jorrado e um desmanche imediato dos músculos. O homem coloca toda a sua força no gozo. A última estocada parece ser o golpe fatal daquela batalha sexual, mas acaba matando o próprio dono da espada. Naquele momento, o homem sente o relaxamento dos membros, da fala, da consciência. Só consegue grunhir e desfalecer. Sensação de vitória e derrota ao mesmo tempo. Prolongar o orgasmo é o grande objetivo na vida de um homem. 

O Orgasmo feminino é a personificação da loucura. Uma luta da mulher tentando controlar o próprio corpo. Um desespero feliz, uma falta de percepção para distinguir dor e prazer. A verdade é que é dolorosamente gostoso sair de si. Orgasmo chacoalha as pernas e a vida de uma mulher. Depois de alcançá-lo, ela nunca mais será a mesma. Orgasmo dá confiança, desinibe a vontade, torna a mulher independente na sua intimidade. Pode provocar gritos ou sussurros, arranhões ou mordidas. Toda a mulher tem um código para mostrar que está gozando. O Orgasmo feminino guarda a chave dos segredos da fêmea. Depois de entregue, ela será de quem souber desvendá-los. 

Fingir o orgasmo é a falta de caráter do sexo. Mais raro entre os homens, pode acontecer quando a cabeça está longe dos lençóis e a comprovação não vier. Já as mulheres podem iludir o tolo parceiro a qualquer momento. Geralmente ocorre para abreviar a relação, ou - numa certa ingenuidade - para agradar o brio masculino. Em encontros casuais, é mais difícil ainda perceber o estelionato sexual. A convivência permite, entre outras coisas, o mútuo conhecimento e a ausência de pudores. No abrigo do lar, a sinceridade do corpo é mais valorizada. É magnífico descobrir os caminhos do orgasmo do outro. 

Orgasmo com amor é a felicidade suprema. Pode ser simultâneo, ou isolado. É uma concorrência sadia, em busca do prazer a dois. Um altruísmo egoísta, a ponto do sorriso dela satisfazer os olhos dele. Amar é não fazer diferença entre dar e sentir prazer. Múltiplas sensações, com sentido único: ser feliz. O amor é o orgasmo da vida.

7 comentários:

  1. putz... me faltou o ar o chão a razão .... mui lindo

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  2. Eu tenho um perfil no Google,mas prefiro comentar como anônima. Sou mulher, 43 anos, casada, e muito bem casada, mas sou uma devassa quando o assunto é sexo, e posso te dizer com toda certeza que os dois anônimos ai de cima, ou são broxas ou falsos moralistas, hipócritas.
    Falar em fêmea quando se fala em sexo, é saber reconhecer a necessidade mais primitiva da mulher, taí um homem que sabe tratar uma mulher.
    A palavra estocada, é perfeita, erótica e leva a ideia de força e domínio do homem.
    pelo amor dos deuses gregos!!!!
    Essa gente é lunática mesmo!! kkkkk
    O texto é ótimo!! Como todos os demais!
    Parabéns!! E que venham mais , muito mais!!
    E viva o orgasmo das fêmeas lascívias e promíscuas!!
    E dos homens que sabem o que é uma estocada forte e selvagem.
    Um home inteligente é como um macho alpha!
    beijos!

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    1. é bem isso cara!!!! texto ótimo 50 tons de cinza é meio paranóico e sexo é td alegria de viver e prazeroso pra caramba dá-lhe chicoooooooooooo

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  3. Essa mulher de 43 anos aí é uma pobre-coitada, que deve ter sido casada uns vinte anos com um daqueles cinturinhas-de-carteado, que dizem "com licença, vou te usar", aí se separou e agora tá lendo "50 Tons de Cinza" e se achou. Vai cair na lábia do primeiro marombadinho estocador da Padre Chagas. Sinto vergonha alheia por esse tipo de mulher, inocente útil.
    Deuses gregos, querida? Vá se informar, ler livros, em vez de revista "Carícia", "Júlia" e "Sabrina". Os gregos viviam numa sociedade onde a mulher não valia nada.
    Bjinhos
    Vanessa Prates

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